Um conjunto de plantas mostra o que um edifício devia ser. Uma visita mostra o que ele realmente é — e é nessa diferença que começa quase toda ordem de alteração. A pré-construção existe para encontrar essa diferença antes do contrato, não depois da estrutura montada.
As condições existentes decidem o número, não as plantas
Um conjunto de plantas é um ponto de partida, não um facto. O que realmente existe atrás de uma parede, acima de um teto falso ou sob um piso é verificado pessoalmente, porque um número construído só no papel é um número que se move assim que a demolição começa.
Visitar a obra com as equipas que vão executá-la
Não só o orçamentista sozinho: quem vai realmente executar a elétrica, a canalização ou a estrutura percorre a obra antes de fechar o número, porque nota o que um olhar generalista deixa passar.
Fotografar tudo antes de enviar o primeiro orçamento
Danos existentes, remendos anteriores, tudo o que já lá estava antes de mexermos é documentado na visita, para que depois nunca haja dúvida sobre quem causou o quê.
Colocar preço no desconhecido como uma linha, não como uma nota de rodapé
Uma contingência para o que a visita não conseguiu confirmar totalmente tem o seu próprio número no orçamento, identificada como tal, em vez de ser absorvida em silêncio numa rubrica maior.
Dizer no mesmo dia se o número não vai funcionar
Se um âmbito não pode ser entregue dentro do orçamento ou da data do concurso, isso é dito no mesmo dia em que a visita o revela — não semanas depois, quando o cliente já construiu um plano em torno de um número que nunca ia sustentar-se.
O objetivo de uma visita não é procurar razões para subir o preço. É garantir que o preço que sai pela porta é o que sobrevive ao contacto com o edifício.
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